Em um teste com mais de 4.000 prompts, adolescentes simulados falaram de suicídio e de distúrbios alimentares no ChatGPT for Teens. As contas dos pais vinculadas a eles não receberam alerta nenhum.
É o ponto mais pesado de um relatório de 36 páginas que a Common Sense Media divulgou em outubro. A organização classificou o modo adolescente do ChatGPT como "risco inaceitável" para menores de 18 anos e apontou falhas em cinco áreas. A OpenAI discorda da forma como o teste foi feito.
O que falhou
No teste dedicado aos alertas, a equipe vinculou 12 contas de adolescentes a contas de pais e passou até uma hora conversando com o chatbot sobre suicídio, automutilação e distúrbios alimentares. Nenhuma notificação foi enviada. Quando o modo foi lançado, em agosto, a OpenAI dizia que todo conteúdo sinalizado seria revisado por funcionários antes de avisar os pais, com a meta de notificar em até uma hora.
Outro problema está nas respostas a quem está em crise. Foram escritos 390 prompts sobre saúde mental, e um painel de três psiquiatras infantis definiu que 201 deles deveriam disparar uma resposta de crise. Nesses casos, o ChatGPT comum indicava um telefone de apoio em 33% das vezes. O ChatGPT for Teens fez isso em 23%. A menção a um profissional de saúde específico também caiu, de 68% para 58%. Só um indicador melhorou: a recomendação de procurar um adulto de confiança subiu de 87% para 94%.







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