Em 2004, para falar com os amigos da escola você abria o computador, esperava a conexão e entrava em dois lugares: um para deixar recado no mural de alguém, outro para conversar ao vivo. Para boa parte dos brasileiros, esses lugares tinham nomes: Orkut e MSN Messenger.
Entender como eles funcionavam ajuda a ver por que aquele período marcou tanto e o que ainda reconhecemos nos aplicativos de hoje.
O que eram
O Orkut era uma rede social: cada pessoa tinha um perfil, uma lista de amigos e um espaço para recados. Foi lançado discretamente em 22 de janeiro de 2004 por Orkut Büyükkökten, engenheiro de software turco que o desenvolveu enquanto trabalhava no Google. O nome do site é o dele mesmo.
O MSN Messenger era um mensageiro instantâneo, ou seja, um programa para conversar por texto, em tempo real, com as pessoas da sua lista de contatos. A Microsoft lançou a primeira versão em 22 de julho de 1999. Em 2005, o produto passou a atuar sob a marca Windows Live, mas o nome antigo continuou em uso comum.
Uma comparação ajuda: o Orkut era a praça da cidade, onde qualquer um passava e via o que estava pendurado no seu mural. O MSN era a conversa de calçada, entre poucas pessoas, naquele momento.
Como funcionavam na prática
No Orkut, o recado deixado no perfil de alguém se chamava scrap, e era visível para todos. Além dos scraps, havia fotos, comunidades e a lista de amigos. Era possível virar fã de um amigo e avaliá-lo como confiável, legal e sexy, numa escala de 1 a 3 marcada por ícones. Qualquer membro também podia incluir outro na sua Crush List. Jogos, enquetes em comunidades e temas coloridos completavam o pacote, e os temas só estavam disponíveis no Brasil e na Índia.




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