A melhor câmera de segurança é a que combina com o lugar onde vai ficar (dentro ou fora de casa, com Wi-Fi forte ou fraco, com tomada por perto ou não) e que grava de um jeito que você consiga acessar depois. A resolução vem em terceiro lugar.
É por isso que uma câmera "de 4K" pode entregar, de madrugada, só um vulto borrado: sensor pequeno, ambiente escuro e posição ruim derrubam qualquer número grande na caixa.
Comece pelo lugar
Primeiro, interna ou externa. A externa precisa aguentar sol e chuva. A interna é mais simples e serve para sala, corredor e quarto.
Depois, como ela recebe energia e leva o vídeo até você:
- Tomada e Wi-Fi: o caminho mais fácil de instalar. Funciona bem se o sinal chega firme ao ponto onde a câmera ficará. Teste o sinal com o celular no local antes de comprar.
- Bateria (e painel solar): boa quando não há tomada por perto, como em um portão ou muro. Em troca, é preciso cuidar da carga, e a câmera costuma ficar em repouso entre um evento e outro.
- Cabo de rede com PoE: a sigla quer dizer energia pelo cabo de rede, ou seja, um cabo só para energia e dados. Não depende de bateria nem de Wi-Fi, mas pede obra para passar o cabo.
Se você mora em apartamento alugado, procure uma câmera Wi-Fi de tomada, fácil de tirar na mudança. Se tem casa com quintal, vale pensar em PoE para os pontos principais e bateria para os cantos sem tomada.
O que olhar na imagem
Resolução: mais pixels ajudam em cenas largas, como um quintal inteiro, mas pedem mais espaço de armazenamento e uma internet melhor. Para uma porta ou um portão, o que decide é a câmera estar perto, na altura certa e com luz adequada. Um parâmetro de piso: programas públicos de monitoramento, como o City Câmeras, da Prefeitura de São Paulo, que integra câmeras de moradores e comércios, pedem no mínimo 720p (1 megapixel) e 12 quadros por segundo. Abaixo disso, a imagem tende a ser pouco útil.







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