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Meta lança Muse Wonder e diz ter chegado à fronteira da IA

Os dois modelos chegam a assinantes do Muse Code e a desenvolvedores, mas a comparação com OpenAI e Anthropic vem de testes internos da própria Meta.

Alexandre Soares3 min de leitura
Meta Muse Wonder, modelo de IA da Meta: Ilustração de um personagem de pelúcia creme sorridente saindo de uma tela de celular azul, sobre fundo bege com desenho
Foto: theverge.com

A Meta apresentou na segunda-feira (12) o Muse Wonder e o Muse Wonder Full, dois modelos de IA que, na avaliação da própria empresa, brigam de igual para igual com os melhores do setor. O anúncio vem depois de mais de um ano e de dezenas de bilhões de dólares investidos na reconstrução da área de IA da companhia.

Por enquanto, o acesso é restrito. Os dois modelos estão disponíveis para assinantes do Muse Code, e o Muse Wonder também pode ser usado pela API de modelos da Meta. Não há informação sobre disponibilidade nem preço no Brasil.

Preços e planos

Na API, o Muse Wonder custa US$ 4 (cerca de R$ 20) por milhão de tokens de entrada e US$ 20 (cerca de R$ 100) por milhão de tokens de saída. O Muse Wonder Full vem nos planos de assinatura do Muse Code: o de "uso intenso", a US$ 50 (cerca de R$ 250) por mês, e o de "uso máximo", a US$ 200 (cerca de R$ 1.000) por mês.

O que os modelos prometem

A Meta diz que os dois entregam desempenho de ponta em programação e se saem bem em tarefas jurídicas, financeiras e de saúde. O destaque fica para dois recursos novos: a "memória ativa" e o "foco ativo".

Meta Muse Wonder, modelo de IA da Meta: Foto de um outdoor digital com o personagem Muse sorrindo, o texto 'Muse gets it done' e a marca Meta, acima de arbustos
Foto: engadget.com

A memória ativa é a capacidade de levar o que importa para você de uma conversa para outra e trazer de volta os detalhes relevantes para a tarefa em curso. O foco ativo serve para o agente continuar trabalhando rumo ao seu objetivo quando a tarefa fica difícil. Juntos, diz a empresa, ajudam a render mais ao longo de períodos longos.

O plano para o agente Muse

A Meta pretende usar o Wonder para alimentar o Muse, seu agente pessoal de IA, começando pelos assinantes pagos. A empresa também fala em desenvolver modelos especializados que poderão ser levados a todos os usuários do Muse. Não há prazo nem detalhes para nenhuma das duas coisas.

Contexto

O lançamento vem na sequência do Muse Spark, primeiro modelo da reformulada divisão Superintelligence Labs, e do agente Muse. A Meta já disse esperar gastar até US$ 145 bilhões neste ano para sustentar seus planos de IA.

Meta Muse Wonder, modelo de IA da Meta: Homem de óculos e camiseta preta falando em palco, segurando um pequeno objeto, com um boneco branco fofinho ao lado.
Foto: businessmoment.com.br

O CEO Mark Zuckerberg afirmou, em entrevista, que chegar a este ponto exigiu muita computação, muito investimento e um trabalho científico muito rigoroso da equipe de superinteligência.

O que ainda não se sabe

A Meta compara os modelos ao GPT-6 Astra, ao Claude Opus 5.5 e ao Claude Fable 5.1, mas esses resultados vêm de testes internos em vários benchmarks do setor, feitos pela própria empresa. Também não está claro como eles se saem diante do Gemini 4 Argon, do Google, cujas capacidades ainda estão sendo conhecidas.

A afirmação de que a Meta chegou à fronteira, portanto, é dela. Quem pode confirmá-la ou desmentir agora são os testes independentes e o uso real, o que depende de o Wonder chegar a mais gente além de assinantes e desenvolvedores.

Conversões em reais feitas pelo dólar PTAX do Banco Central de 09/10/2026 (US$ 1 = R$ 4,99), apenas como referência: o preço no Brasil pode ser outro.

Fontes: Engadget, The Verge

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