Entre uma ficha e outra da linha U7, a Hisense mudou o rótulo principal do painel e ampliou a lista de tamanhos. O U7N, de 2024, aparece como QLED, em 55 e 65 polegadas. O U7Q, de 2025, aparece como Mini LED, em 55, 65 e 100 polegadas.

Esta análise é uma leitura das fichas técnicas oficiais da Hisense Brasil. Não houve teste das TVs, então nada aqui fala de qualidade de imagem na prática. O que dá para fazer é comparar o que está escrito.

O rótulo do painel: de QLED para Mini LED

A mudança mais visível está no campo de tipo de tela. No U7Q, a ficha traz "MiniLED". No U7N, traz "MiniLED | QLED TV". Ou seja, a palavra Mini LED já aparecia na página de 2024, ao lado de QLED.

Por isso, a troca não é total no papel: o U7N era apresentado com os dois nomes, e o U7Q passa a ser apresentado só como Mini LED. É mais uma mudança de ênfase no rótulo do que uma virada declarada de tecnologia.

As fichas também não trazem dados que deem peso a essa diferença, como brilho ou número de zonas de iluminação. Só com elas, não dá para dizer que a imagem de um é diferente da do outro.

Os tamanhos: de 55 e 65 para 55, 65 e 100 polegadas

O U7N existe em 55 e 65 polegadas. O U7Q mantém essas duas medidas e acrescenta a de 100 polegadas. Quem olhava os tamanhos menores encontra o mesmo leque. Quem queria uma tela de 100 polegadas dentro da mesma linha passa a ter essa opção na ficha.

Os números de peso e consumo pedem um cuidado. A ficha do U7Q lista três valores de peso (14,2 kg, 20,6 kg e 63,5 kg) e três de consumo máximo (180 W, 220 W e 500 W), mas não diz a qual tamanho cada um pertence. Como a lista de tamanhos também tem três itens (55, 65 e 100 polegadas), a correspondência mais natural seria pela ordem, mas isso é presunção, não informação da página.

Já a ficha do U7N amarra os valores aos tamanhos: 55 polegadas com 15,4 kg e 180 W; 65 polegadas com 20,8 kg e 250 W.

O que se pode afirmar sem presumir: o maior peso declarado nas duas páginas é o de 63,5 kg, no U7Q, e o maior consumo máximo é o de 500 W, também no U7Q. Ambos estão bem acima do que a ficha do U7N traz para suas duas medidas. Para quem pensa na sala, isso indica que ao menos uma versão do U7Q pede bem mais suporte e energia que qualquer U7N.

O que continua igual

Alguns itens servem de régua entre as duas páginas. A resolução é 4K, de 3840x2160, nas duas. O sistema operacional é o Google TV nas duas. E o número de portas HDMI é 4 nos dois modelos.

O que muda é o nível de detalhe. A ficha do U7Q informa que as 4 portas se dividem em 2 HDMI 2.1 e 2 HDMI 2.0, e traz taxa de atualização de 144 Hz. Para quem joga, são esses dois dados que importam: HDMI 2.1 e 144 Hz. A ficha do U7N não detalha nenhum dos dois pontos. Isso impede dizer se o U7N tem ou não o mesmo recurso: o que existe é uma lacuna de informação, não uma ausência confirmada.

No áudio, a ficha do U7N lista 40 W (2 x 10 W mais 20 W de subwoofer). A do U7Q lista 40 W com a mesma composição e 50 W (2 x 15 W mais 20 W de subwoofer), de novo sem dizer a qual tamanho cada potência corresponde.

Prós e contras, só pelo que está escrito

A favor do U7Q, a ficha mostra mais opções de tamanho (3 contra 2), mais detalhe sobre as portas HDMI (2 HDMI 2.1 e 2 HDMI 2.0) e a taxa de 144 Hz declarada.

Do lado das ressalvas, o U7Q tem entre seus valores 63,5 kg e 500 W, os maiores das duas páginas, e a ficha não deixa claro a que tamanho cada número se refere. E o rótulo Mini LED vem sem dados que o expliquem, já que a ficha anterior também citava Mini LED.

O limite desta análise é claro: ela compara fichas. Não mede imagem, não avalia o som e não recomenda compra ou troca.

O número que separa as duas fichas

De um lado, um U7N de 2024 que vai até 65 polegadas e declara no máximo 20,8 kg e 250 W. Do outro, um U7Q de 2025 que chega a 100 polegadas e cuja ficha lista até 63,5 kg e 500 W.