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Musk corta o uso do Grok Bot e diz que custo ficou 'insustentável'

Assinantes viram a cota semanal acabar dias antes do previsto, alguns sem usar o agente. Em 1º de novembro, Musk respondeu no X que servir o Grok Bot custava caro demais para o que ele fatura.

Alexandre Soares3 min de leitura
Elon Musk com as mãos juntas, sentado diante de um microfone
Foto: Daniel Oberhaus (CC BY-SA 4.0)

Quem paga pelo Grok Bot, o agente de IA da empresa de Elon Musk, levou um susto no feriado de Halloween: a cota semanal de uso começou a acabar muito antes do previsto. A explicação veio do próprio Musk. Em 1º de novembro de 2026, ele respondeu no X a um assinante que pedia para zerar o contador: "o custo de servir o Grok Bot estava insustentavelmente alto em relação à receita".

Na prática, os limites ficaram mais apertados, e a empresa não avisou de quanto foi o corte.

O que é o Grok Bot

O Grok Bot foi lançado em agosto pela SpaceXSI, nome que reúne a SpaceX, o trabalho de inteligência artificial de Musk e o X, como "colegas de equipe de IA a quem você pode dar trabalho de verdade". É um agente: em vez de só responder perguntas, ele executa tarefas por conta própria, coordenando vários sistemas de IA ao mesmo tempo. Só quem assina as ferramentas pagas de IA da empresa tem acesso.

Tela do Grok com a área de chat, agentes e conectores
Foto: Divulgação/xAI

O uso funciona como um saldo semanal. Cada pedido consome uma parte, um contador mostra a porcentagem gasta e, quando chega a 100%, o agente para até a renovação da semana. O serviço cresceu rápido: o Grok Bot teria chegado a 800 mil usuários pagantes por semana em cerca de dois meses, número que a empresa não confirmou oficialmente.

O que os assinantes estão relatando

O caso que chegou a Musk foi o de um usuário que bateu 100% da cota faltando quatro dias para a renovação e disse que, normalmente, nem chegava ao limite. Outros relataram algo mais estranho: o contador subiu enquanto eles dormiam, sem nenhum uso. Os saltos citados foram de 50% para 100%, de 35% para 78% e de 70% para 100%.

Há também relatos de que os limites, antes separados por recurso e por dia, viraram um saldo único semanal, dividido entre geração de imagem, vídeo e tarefas mais pesadas. Num fórum de discussão, a mudança foi chamada de "puxada de tapete indireta": o assinante continua pagando o mesmo e recebe menos.

O que Musk não explicou

Elon Musk de terno em evento público
Foto: Gage Skidmore (CC BY-SA 4.0)

A resposta de Musk confirma que o corte foi proposital, mas deixa as principais dúvidas sem resposta. Ele não disse de quanto foi a redução, quais planos foram afetados, se a mudança é temporária nem se o Grok Bot dá lucro ou prejuízo. Também não houve explicação para os contadores que subiram sem uso.

Não é só o Grok

O caso entra numa discussão maior: a IA custa caro para quem a oferece. Agentes como o Grok Bot são especialmente pesados, porque cada tarefa aciona vários modelos em sequência. Em várias ferramentas, usuários intensos gastam em processamento muitas vezes o valor da assinatura que pagam.

A OpenAI também mexeu nos limites: a partir de dezembro, os planos pagos do ChatGPT passam a gastar de um saldo único, medido em tokens, que vale para o ChatGPT e para o Codex. A tendência é a mesma: limites mais apertados e preços que sobem.

O que fazer agora

Se você assina o Grok Bot, acompanhe o contador de uso antes de começar tarefas longas e não deixe agentes rodando sem necessidade. Se o contador subir sem uso, registre a tela com data e horário e abra um chamado no suporte: é a prova de que você precisa para pedir a cota de volta. E, antes de renovar, compare com o que você realmente usa. A assinatura é cobrada em dólar, e o limite agora entrega menos pelo mesmo preço.

Fontes: TechRadar, IBTimes UK, TechTimes UK

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