Imagine alguém que abre o app na noite de 13 de outubro para continuar uma história que escreve há meses com um personagem criado por ela mesma. A tela carrega, o personagem responde, tudo igual. Só que em 12 de outubro a empresa por trás do serviço pediu falência nos Estados Unidos, e aquela conversa pode ter prazo para acabar.
É o que está acontecendo com a Character.AI, plataforma em que você cria personagens de inteligência artificial, define nome, voz, descrição e saudação, e conversa com eles ou os publica para outras pessoas.
O que aconteceu
Em 12 de outubro, a Character.AI entrou com pedido de falência pelo Capítulo 11 da lei americana. A empresa listou passivo entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões e diz que o objetivo é facilitar a venda da companhia e de seus ativos.
A plataforma continua funcionando. Quem tem assinatura paga segue sendo cobrado normalmente, e a empresa afirma que as práticas de privacidade e segurança atuais continuam valendo.
Capítulo 11: falência que não fecha a porta
O nome assusta, mas o Capítulo 11 se parece mais com a recuperação judicial que conhecemos no Brasil do que com um "fechou, acabou". A empresa segue operando sob supervisão de um tribunal enquanto tenta se reestruturar ou vender o que tem. É como uma loja que fica aberta com o balcão atendendo, enquanto lá nos fundos alguém negocia o ponto.







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