A janela cinza com botões prateados, números verdes de LED e o equalizador gráfico ainda é inconfundível. E o Winamp, ao contrário do que muita gente imagina, não foi aposentado de vez: a versão 5.9.2 saiu em 26 de abril de 2023, depois de cinco anos de pausa, e o desenvolvimento foi retomado.
Quem cuida do programa hoje é o Winamp Group, antes chamado Llama Group, que descende da Radionomy, a empresa belga que comprou o player em 2014. O modelo é freemium: dá para usar sem pagar, com extras à parte. Ainda não há informação confirmada sobre preço no Brasil nem sobre tradução para o português na versão atual.
De onde veio
O Winamp nasceu em 1997, criado por Justin Frankel e Dmitry Boldyrev, que tinham sido estudantes da Universidade de Utah. A primeira versão, lançada em 21 de abril daquele ano como freeware, era bem mais simples do que a memória sugere. O nome vem de "Windows" e "AMP", o motor de reprodução de MP3 que eles integraram à interface.
Não foi o primeiro tocador de MP3 para Windows: o título é do WinPlay3. Mas o Winamp chegou na hora certa. A Nullsoft, empresa de Frankel, foi registrada formalmente em janeiro de 1998, quando o programa passou a ser shareware de US$ 10 (cerca de R$ 51). O suporte a plugins veio ainda em 1998, e as skins logo depois: bastaram algumas semanas para a internet se encher de interfaces feitas por usuários, muitas delas de gosto duvidoso.
A versão 2.0, lançada em setembro de 1998, unificou o visual: equalizador e lista de reprodução passaram a aceitar o mesmo tema da janela principal. Em 2000, o programa já somava mais de 25 milhões de usuários registrados.







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