Na sexta-feira (9 de outubro de 2026), a Gigabyte anunciou atualizações de BIOS para toda a sua linha de placas Intel B760 e H610. O objetivo é preparar as placas para processadores LGA1700 que a própria fabricante diz serem "esperados para o início de 2027". Ela não revela quais são esses chips.
Para quem ainda roda uma placa dessas com memória DDR4, a notícia tem peso prático: a ideia é atualizar o firmware, encaixar o processador novo quando ele chegar e seguir em frente, sem trocar placa nem pente de memória.
Um soquete que parecia aposentado
O LGA1700 estreou em 2021 com a 12ª geração Alder Lake e tinha um trunfo: aceitava tanto DDR4 quanto DDR5, que na época era novidade. Em 2024, a Intel o abandonou e passou a uma plataforma só DDR5. Agora o formato duplo deve voltar ao centro da conversa.
Os relatos indicam que os novos chips aceitariam as duas memórias, mas ainda há divergência sobre o nome da série: ora aparece como Core 2000, ora como Core 200. Também circulam, como rumor e sem confirmação oficial, especificações de modelos Core 3, Core 5 e Core 7, entre eles um Core 7 de 20 núcleos (8 de desempenho e 12 de eficiência, 65 W) e um Core 3 de quatro núcleos, também de 65 W. Tudo isso deve ser lido como especulação até a Intel se manifestar.
O motor da história: a memória cara
O que ajuda a explicar a volta de um soquete de 2021 é o preço da RAM. Com a escassez de memória, a DDR5 ficou muito mais cara que a DDR4. Em um levantamento, um kit de 32 GB de DDR4 sai por US$ 210 (cerca de R$ 1.050), enquanto o de DDR5 passa de US$ 480 (cerca de R$ 2.390). Em outra comparação, o kit Corsair Vengeance de 32 GB custa US$ 620 (cerca de R$ 3.090) em DDR5 e US$ 260 (cerca de R$ 1.300) em DDR4, mais que o dobro. Os números não batem, mas a conclusão é a mesma: DDR5 está bem mais salgada.






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