Você está com duas abas abertas. Numa, um relógio inteligente com tela colorida. Na outra, um anel sem tela nenhuma, de preço na mesma faixa de conversa. Os dois prometem medir sono, batimentos e passos. Se fazem a mesma coisa, por que existem os dois?
Porque medir parecido não é o mesmo que servir para a mesma rotina. A diferença está menos no sensor e mais no que cada aparelho faz com você o dia inteiro.
O que é cada um
O smartwatch é um minicomputador de pulso. Tem tela, aplicativos e notificações, e muitos modelos têm GPS, pagamento por aproximação e chamadas. Você olha para ele e ele responde.
O smart ring (anel inteligente) é o oposto: um sensor discreto que você coloca no dedo e esquece. Não tem tela. Ele coleta dados em silêncio e mostra tudo no aplicativo do celular, em geral de manhã, quando você quer saber como foi a noite.
Como os sensores funcionam
Os dois costumam usar a mesma técnica básica para medir o pulso, a fotopletismografia. O nome é feio, a ideia é simples: lembra de apoiar a lanterna do celular na ponta do dedo e ver a pele ficar avermelhada? A luz atravessa o tecido, e a quantidade que volta muda conforme o sangue pulsa nos vasos. O sensor lê essa variação e calcula os batimentos. Alguns modelos estimam também a oxigenação do sangue.
Além da luz, entram sensores de temperatura da pele e de movimento, que ajudam a separar sono de vigília.
O anel tem a vantagem de ficar justo no dedo, sem folga para balançar. O relógio sofre mais com o movimento do braço e depende de estar bem ajustado ao pulso.







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