A Oura abriu um novo processo contra a Ultrahuman para tentar barrar as vendas do Ring Pro nos Estados Unidos. A empresa anunciou a ação em 23 de outubro de 2026 e pede indenização e uma proibição permanente de venda do anel no mercado americano.
Para quem está no Brasil, o efeito imediato é indireto: não há decisão judicial contra o Ring Pro, e os produtos da Ultrahuman seguem à venda em outros mercados.
O que a Oura alega
A ação corre no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Leste do Texas e cita duas patentes. Uma é de design, a D804,471, que cobre o desenho ornamental de um dispositivo vestível. A outra é a 12.769.363, que descreve um anel com bateria curva, placa de circuito, ímãs de recarga e sensores ópticos, de temperatura e de movimento.
Essa segunda patente foi concedida em 20 de outubro de 2026, e a ação foi apresentada dois dias depois. A Oura afirma que a Ultrahuman lançou uma versão modificada do anel dizendo que ela já não violava suas patentes, e que isso é falso: para a Oura, o Ring Pro ainda incorpora várias de suas inovações.
A ação também tem como ré a SVTronics, que fabrica o Ring Pro em Plano, no Texas, para o mercado americano. É por isso que o caso está na Justiça texana.
Como chegamos aqui
Em 2025, a Oura venceu um processo na ITC, a comissão de comércio dos EUA, que resultou na proibição de importar e vender o Ring Air no país. O modelo continua à venda na Europa e em outros mercados.






Comentários
Deixe seu comentário