Notícia

Oura processa Ultrahuman de novo para barrar o Ring Pro nos EUA

Nova ação no Texas mira o anel redesenhado da rival e pede indenização e a proibição das vendas no mercado americano.

Alexandre Soares3 min de leitura
Ultrahuman Ring Pro: Mão masculina com anel dourado em cenário chuvoso, com jaqueta cinza ao fundo.
Foto: gadgetsandwearables.com

A Oura abriu um novo processo contra a Ultrahuman para tentar barrar as vendas do Ring Pro nos Estados Unidos. A empresa anunciou a ação em 23 de outubro de 2026 e pede indenização e uma proibição permanente de venda do anel no mercado americano.

Para quem está no Brasil, o efeito imediato é indireto: não há decisão judicial contra o Ring Pro, e os produtos da Ultrahuman seguem à venda em outros mercados.

O que a Oura alega

A ação corre no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Leste do Texas e cita duas patentes. Uma é de design, a D804,471, que cobre o desenho ornamental de um dispositivo vestível. A outra é a 12.769.363, que descreve um anel com bateria curva, placa de circuito, ímãs de recarga e sensores ópticos, de temperatura e de movimento.

Essa segunda patente foi concedida em 20 de outubro de 2026, e a ação foi apresentada dois dias depois. A Oura afirma que a Ultrahuman lançou uma versão modificada do anel dizendo que ela já não violava suas patentes, e que isso é falso: para a Oura, o Ring Pro ainda incorpora várias de suas inovações.

A ação também tem como ré a SVTronics, que fabrica o Ring Pro em Plano, no Texas, para o mercado americano. É por isso que o caso está na Justiça texana.

Como chegamos aqui

Em 2025, a Oura venceu um processo na ITC, a comissão de comércio dos EUA, que resultou na proibição de importar e vender o Ring Air no país. O modelo continua à venda na Europa e em outros mercados.

Ultrahuman Ring Pro: Anel prateado sobre base de carregamento preta, em mesa clara, com fundo desfocado de livros e janela.
Foto: engadget.com

A Ultrahuman respondeu com o Ring Pro, apresentado em fevereiro de 2026 com componentes internos redesenhados, bateria mais duradoura e um novo estojo de recarga. Em março, a alfândega americana (CBP) liberou o anel, por considerá-lo fora do alcance da ordem de exclusão anterior.

O detalhe é que essa liberação tratou apenas da patente daquela disputa. A nova ação se apoia em outras duas, o que dá à Oura outro caminho para contestar o Ring Pro.

O lado da Ultrahuman

A Ultrahuman diz que o Ring Pro não viola as patentes da Oura e que vai se defender "vigorosamente". O CEO, Mohit Kumar, ressalta que a Oura passou a invocar patentes diferentes, uma delas emitida dois dias antes do processo. A empresa afirma ainda que as novas alegações não foram julgadas, que a ação não restringe fabricação, distribuição nem venda e que não há mudança em seus planos de varejo.

A Oura já mostrou que também negocia: a RingConn fechou um acordo de licenciamento de vários anos e continuou vendendo seus anéis. A Ultrahuman, até agora, escolheu brigar.

O que ainda não se sabe

Não há decisão judicial nem prazo para um julgamento. Uma patente nova, por si só, não prova que houve violação, e esse tempo curto entre a concessão e o processo deve pesar na defesa da Ultrahuman.

Por ora, o Ring Pro segue à venda nos Estados Unidos, e os produtos da Ultrahuman continuam disponíveis fora de lá.

Fontes: Android Central, GSMArena, Gadgets & Wearables, Engadget

Comentários

    Deixe seu comentário

    Comentários passam por moderação automática. Sem links, ofensas ou dados pessoais.