Você está num restaurante em outra cidade, olha para o cardápio em inglês e pede aos óculos: "Hey Meta, traduz isso". A resposta vem rápida. Só que uma foto do cardápio, e de tudo que estava no quadro ao lado, foi para o servidor da Meta. Ela não aparece na galeria do seu celular, e por isso muita gente com Ray-Ban Meta nem sabe que ela existe.
Há um ajuste para impedir que essas imagens sejam guardadas e usadas no treinamento de IA. Vamos ver o que ele cobre, onde fica e o que continua de fora.
Dois tipos de imagem, duas regras
O que sai da câmera dos óculos recebe tratamento diferente conforme a origem.
Fotos e vídeos feitos com o LED de captura aceso, apertando o botão ou pedindo que os óculos fotografem, ficam nos óculos até você importá-los para o celular.
O que a Meta AI enxerga é outra história. Quando você pede para traduzir um cardápio ou usa o Live AI, a câmera gera o que a empresa chama de dados visuais. A Meta os armazena e os usa para alimentar recursos e melhorar seus produtos, inclusive para treinar modelos, por sistemas automáticos ou por revisão humana, a menos que você mude a configuração.
Por que isso importa
Em fevereiro, os jornais suecos Svenska Dagbladet e Göteborgs-Posten publicaram reportagens sobre o que isso pode significar. Trabalhadores da Sama, empresa terceirizada em Nairóbi, disseram ter rotulado imagens dos óculos para treinar IA, entre elas cenas de sexo, de pessoas no banheiro e trocando de roupa, além de dados bancários.
A Meta encerrou o contrato, dizendo que a Sama não cumpria seus padrões. Em abril, a Sama enviou avisos de desligamento a 1.108 funcionários.
Passo a passo: desligando o uso das imagens
O ajuste existe desde 24 de setembro, no app Meta AI:







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