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Starlink no celular da Vivo ainda não foi anunciado

O Direct to Cell, que liga celulares comuns a satélites, segue sem anúncio oficial de operadora brasileira

Alexandre Soares2 min de leitura
Starlink Starlink Direct to Cell, serviço de celular direto para satélite da Starlink: Antena Starlink branca em tripé com cabo cinza, roteador e caixa escura d
Foto: itweb.co.za

Se você usa um celular da Vivo, ou de qualquer outra operadora, e queria saber se ele já pode falar direto com satélites da Starlink, a resposta é não: não há anúncio oficial de operadora brasileira para esse serviço, com data, preço e condições.

O que existe é a tecnologia. O Direct to Cell é a proposta da Starlink de levar sinal a celulares comuns, sem antena e sem acessório, usando satélites que fazem o papel de torres de celular no espaço. A ideia é cobrir lugares onde nenhuma torre chega.

Por que o assunto interessa ao Brasil

O país tem trechos de rodovia, áreas rurais e regiões inteiras da Amazônia e do Centro-Oeste em que o celular simplesmente não pega. É nesse cenário que um serviço via satélite faria diferença, e por isso a possibilidade de uma parceria com operadoras brasileiras desperta tanta curiosidade.

Mas curiosidade não é confirmação. Nenhuma operadora do país, incluindo a Vivo, tem acordo anunciado para oferecer o serviço aos clientes.

O que costuma limitar esse tipo de serviço

Soluções de celular direto com satélite, em geral, são mais modestas que o 4G ou o 5G das cidades. Tendem a começar por mensagens de texto e a exigir céu aberto, já que o sinal dificilmente atravessa teto, túnel ou mata fechada. Se e como isso valeria para o Brasil depende do que as empresas decidirem e do que for aprovado.

Starlink Starlink Direct to Cell, serviço de celular direto para satélite da Starlink: Antena Starlink branca em pé sobre tripé, com caixa preta da marca e rote
Foto: mitarashidanngo.blog

Regulação

O uso de frequências e a operação de serviços de satélite no país passam pela Anatel. Qualquer lançamento comercial, de qualquer operadora, teria de cumprir essa etapa antes de chegar ao seu aparelho.

O que ainda não está definido

Sem confirmação oficial: qual operadora fecharia acordo, a data de lançamento, o preço, se o serviço viria incluído no plano ou como cobrança extra, quais regiões seriam atendidas primeiro, quais aparelhos seriam compatíveis e se a estreia envolveria texto, dados ou voz.

Na prática

Para quem hoje dirige por uma estrada de terra no interior e vê a barrinha de sinal sumir, nada muda por enquanto: continua valendo a precaução de sempre, com avisar alguém do trajeto antes de sair. Quando uma operadora brasileira anunciar um serviço desse tipo, com data e condições, ele passa a ser notícia de fato. Até lá, é só uma possibilidade no horizonte.

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