Xiaomi Smart Band 11 Active ou Redmi Watch 6 Active: pulseira ou relógio por até R$ 700?

Os dois chegaram ao Brasil em outubro. A pulseira custa R$ 379,99 e dura mais; o relógio custa R$ 699,99, tem tela AMOLED maior e faz chamadas pelo pulso. Comparamos o que muda na prática.

Alexandre Soares5 min de leitura
Montagem com a pulseira Xiaomi Smart Band 11 Active rosa, à esquerda, e o relógio Redmi Watch 6 Active preto, à direita, ambos de frente com a tela mostrando 10:09, sobre fundo cinza-claro
Foto: Divulgação/Xiaomi

A Xiaomi lançou em outubro dois vestíveis de entrada no Brasil que disputam o mesmo bolso: a Smart Band 11 Active, pulseira anunciada em 13/10 por R$ 379,99, e o Redmi Watch 6 Active, relógio anunciado em 05/10 por R$ 699,99, ambos em preço sugerido. Os dois usam o aplicativo Mi Fitness e funcionam com Android e iPhone. A diferença de R$ 320 compra tela maior e chamadas pelo pulso, mas não mais bateria.

Ficha lado a lado

Pulseira Xiaomi Smart Band 11 Active rosa, de frente, com a tela estreita mostrando 10:09 e anéis coloridos de atividade, sobre fundo branco
Foto: Divulgação/Xiaomi
Relógio Redmi Watch 6 Active preto, de frente, com tela quadrada mostrando 10:09 em números grandes, sobre fundo branco
Foto: Divulgação/Xiaomi
Smart Band 11 ActiveRedmi Watch 6 Active
Preço sugeridoR$ 379,99R$ 699,99
Tela1,47", 172 x 320 pixels, 60 HzAMOLED quadrada de 1,85", 390 x 450 pixels, até 1.200 nits
Bateria300 mAh470 mAh
Autonomia (fabricante)até 21 dias em uso leve; até 8 em uso normalaté 18 dias em uso leve; 12 em uso típico; 6 em uso intenso
Resistência5 ATMIP68
Modos de treino50mais de 140
Chamadas pelo pulsonão informadosim, com microfone e alto-falante
Pesonão informado26 g sem a pulseira
CompatibilidadeAndroid 8+ e iOS 14+Android 9+ e iOS 14+
Corespreto, cinza e rosapreto, cinza/prata e salmão/laranja

Tela

É a diferença mais visível. O relógio tem tela AMOLED quadrada de 1,85 polegada, com resolução bem maior e brilho de até 1.200 nits, o que ajuda a ler notificações no sol e mostra mais texto de uma vez. Ele também tem a opção de tela sempre ligada.

A pulseira tem tela estreita de 1,47 polegada, com mais de 100 mostradores para trocar o visual. A Xiaomi não informou o tipo de painel nem o brilho máximo no lançamento. Para conferir hora, passos e o começo de uma mensagem, ela dá conta; para ler mensagens longas, o relógio é mais confortável.

Bateria

Aqui a pulseira vence no papel: até 21 dias em uso leve, contra até 18 do relógio. Em uso normal, a diferença se inverte: a Xiaomi promete até 8 dias para a pulseira e cerca de 12 para o relógio, que tem bateria maior. Como as medições de cada produto usam perfis diferentes, a comparação é aproximada. Na prática, os dois dispensam recarga diária. A pulseira carrega em menos de duas horas por cabo magnético; o relógio também usa carregamento magnético, e o carregador de tomada não vem na caixa.

Saúde e exercício

Os dois medem frequência cardíaca contínua, oxigenação do sangue (SpO2), sono e estresse. A pulseira também acompanha o ciclo menstrual.

Nos exercícios, o relógio tem bem mais opções: mais de 140 modos, contra 50 da pulseira. Os dados do relógio sincronizam com Strava, Apple Health e Zepp Life, o que ajuda quem já usa outros apps de treino.

Um ponto importante para quem corre ou pedala: nenhum dos dois tem GPS integrado confirmado. Na pulseira, a Xiaomi não citou GPS. No relógio, as informações divergem entre os sites que repercutiram o lançamento (veja a seção de divergências). Quem quer registrar o trajeto sem levar o celular deve olhar o Redmi Watch 6 Lite, que tem GPS próprio e custa R$ 899,99.

Água e resistência

A pulseira tem certificação de 5 ATM, que permite contato com água em atividades como natação, segundo a fabricante. O relógio tem IP68, proteção contra poeira e imersão, mas que não é pensada para nadar. Para piscina, a pulseira leva vantagem.

Recursos do dia a dia

O relógio faz e recebe ligações pelo Bluetooth, com microfone e alto-falante embutidos, desde que o celular esteja por perto. Isso ajuda a atender uma chamada com as mãos ocupadas.

A pulseira mostra notificações, controla músicas, mostra a previsão do tempo, tem alarme, cronômetro e uma função para achar o celular. Ela não tem ligações pelo pulso informadas pela Xiaomi.

Qual escolher

  • Smart Band 11 Active é para quem quer gastar pouco, acompanhar passos, sono e treinos básicos, nadar com o aparelho e esquecer a recarga por mais de uma semana.
  • Redmi Watch 6 Active é para quem lê muitas notificações, quer atender ligações pelo pulso e prefere tela grande e mais modos de treino.
  • Nenhum dos dois é a melhor escolha para quem corre ou pedala e quer o trajeto no mapa sem o celular.

Preço na prática

Os valores acima são os preços sugeridos de lançamento. Um levantamento de 14/10 já encontrou o Redmi Watch 6 Active por R$ 309,90 no Mercado Livre e R$ 350,55 na Amazon, o que muda a conta. Antes da Black Friday, em 27/11, vale acompanhar o preço dos dois por algumas semanas, porque a diferença entre eles pode encolher bastante.

Divergências: sobre GPS no Redmi Watch 6 Active, um site lista "suporte a GNSS para rastreamento de treinos", outro diz que só o Lite tem GPS e um terceiro marca "não informado"; o texto trata como não confirmado. As cores do relógio aparecem como "preto, cinza e salmão" em um site e "preto, prata e laranja" em outro. Os preços de R$ 309,90 e R$ 350,55 são de um levantamento de terceiros de 14/10, não conferidos hoje (o Mercado Livre bloqueia acesso automatizado). A pulseira não tem tipo de tela, brilho nem peso informados nas fontes abertas.

Onde comprar: Xiaomi Smart Band 11 Active no Mercado Livre, R$ 211, vendida pela Vission (loja não oficial, com certificação da Anatel). Redmi Watch 6 Active no Mercado Livre, R$ 305, versão Global vendida pela standdasvendas (loja não oficial). Preços conferidos em 01/11/2026.

Fontes: TechTudo (Smart Band 11 Active), MobileBit, Estadão/TecMundo, ANTI/HYPE, Top Tecnologia

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