As ações da Alphabet, dona do Google, caíram cerca de 13% em 29/10/2026, a maior queda desde que a empresa abriu capital, em 2004. Segundo a CNBC, a empresa perdeu cerca de US$ 500 bilhões em valor de mercado em um dia. O recorde anterior era de 11,63%, em março de 2020.
O que pesou
No balanço do terceiro trimestre, a Alphabet informou fluxo de caixa livre negativo de US$ 9,07 bilhões, ou seja, gastou mais dinheiro do que gerou. Analistas esperavam um número negativo bem menor, de US$ 2,7 bilhões. A empresa manteve a previsão de investir entre US$ 195 bilhões e US$ 205 bilhões em 2026, boa parte em infraestrutura de IA.
A receita com anúncios na busca, principal fonte de dinheiro do Google, cresceu 12%, para US$ 63,35 bilhões, mas ficou abaixo do esperado. O diretor de negócios da Alphabet, Philipp Schindler, atribuiu parte disso a uma monetização menor no Modo IA da busca.
Por que a Microsoft escapou
A Microsoft ficou praticamente estável na bolsa. Ela registrou US$ 45,2 bilhões em investimentos e arrendamentos no trimestre, 30% a mais que um ano antes, mas o fluxo de caixa livre continuou positivo, em US$ 18,63 bilhões. A diretora financeira, Amy Hood, disse que atrasos de fornecedores de chips de IA vão empurrar parte da capacidade para o primeiro semestre de 2027. A empresa reduziu a previsão de investimento do ano de US$ 175 bilhões para US$ 170 bilhões.
O que isso mostra
Os resultados indicam que investidores passaram a cobrar retorno da corrida da IA, e não só crescimento de gastos. Nem todos os analistas ouvidos pela CNBC viram mudança de rumo: Scott Devitt, da Rosenblatt Securities, disse que a base de usuários da busca ainda deixa o Google em posição favorável.





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