Dual band quer dizer que o roteador transmite em duas faixas, 2,4 GHz e 5 GHz. A de 5 GHz é a mais rápida, mas alcança menos. A de 2,4 GHz chega mais longe.
O ganho do Wi-Fi 6 sobre o Wi-Fi 5 está na forma de repartir o canal. Com a tecnologia OFDMA, o roteador atende vários aparelhos ao mesmo tempo. No Wi-Fi 5, cada canal atende um de cada vez, como uma fila de carros numa pista só.
O padrão traz ainda o MU-MIMO ampliado, que passa de quatro para oito aparelhos simultâneos, com comunicação nos dois sentidos. Há também o BSS Coloring, que ajuda o roteador a separar o próprio sinal do das redes vizinhas, útil em prédio. Por fim, exige a segurança WPA3, mais forte que a WPA2 do Wi-Fi 5.
O que se sente no dia a dia é a rede mantendo a velocidade quando a casa inteira está online: chamada de vídeo de um lado, jogo do outro, TV em 4K na sala. O teto de velocidade de laboratório importa bem menos que isso.
Para quem faz sentido
- Casa com muitos aparelhos. Com 10 ou mais dispositivos conectados (celulares, TVs, câmeras, console), a diferença para o Wi-Fi 5 aparece. Com cinco ou menos, o Wi-Fi 5 ainda atende bem.
- Quem usa streaming em 4K, jogos ou trabalho remoto. São os usos em que a divisão do canal pesa mais.
- Quem sente a internet mais lenta no Wi-Fi do que no plano contratado. Se a queda acontece quando várias pessoas estão online ao mesmo tempo, esse é justamente o limite do Wi-Fi 5 que o Wi-Fi 6 ataca.
- Quem tem celular ou notebook com Wi-Fi 6. O aparelho também precisa ser Wi-Fi 6 para aproveitar o padrão completo. Os mais antigos conectam normalmente, mas sem o ganho.
Para quem não faz
Se o plano é básico e a casa tem meia dúzia de aparelhos, um Wi-Fi 5 em bom estado dá conta, e o dinheiro rende mais em outro lugar.
Também não compensa quando o problema é cobertura. Em casa grande, com o roteador num canto e o quarto do outro lado, trocar o padrão não faz o sinal vencer mais parede. Aí pesam mais um repetidor ou um sistema mesh.
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