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O que significa 11.1.4 numa soundbar

Os três números na caixa mostram de onde sai o som: da frente, dos graves e do teto.

Alexandre Soares4 min de leitura
LG soundbar com canais de altura, como 11.1.4: barra de som longa, subwoofer com alto-falante e dois satélites traseiros.
Foto: Amazon

Você está numa loja de eletrônicos, diante de duas soundbars com preço parecido. Uma traz a etiqueta 3.1, a outra, 11.1.4. A segunda parece melhor só pelo número, mas o vendedor não sabe dizer direito o que cada algarismo representa.

Essa sequência não é enfeite de marketing. Ela descreve como o aparelho distribui o som pelo ambiente. Entender o código ajuda a decidir se você precisa mesmo de tudo isso.

Primeiro, o que é um canal

Canal é um fluxo de áudio separado, com sua própria faixa de som e, em geral, seu próprio alto-falante. Pense num coral: se todo mundo canta a mesma linha, você ouve uma voz só. Quando cada grupo canta uma parte e fica num lugar diferente do palco, o som ganha espaço.

O caso mais conhecido é o 5.1, usado há bastante tempo em home theaters. Ele tem cinco canais de alto-falante, com frontal esquerdo e direito, um central e dois surround (esquerdo e direito), mais o canal de efeitos de baixa frequência, o "ponto um", pensado para um subwoofer.

Lendo o 11.1.4 da esquerda para a direita

Cada número do código representa uma parte do sistema:

LG soundbar com canais de altura, como 11.1.4: barra de som horizontal, subwoofer à esquerda e dois alto-falantes traseiros à direita.
Foto: Amazon
  • 11 (primeiro número): os canais horizontais, ou seja, os que ficam na altura dos seus ouvidos. Aqui entram os frontais, os laterais e os surround.
  • 1 (segundo número): o subwoofer dedicado, responsável pelas frequências graves.
  • 4 (terceiro número): os canais de altura, que mandam som de cima.

Quando o código só tem dois números, como 5.1 ou 3.1, não há canais de altura. Um 3.1, por exemplo, tem três canais horizontais e um subwoofer.

O que muda na prática

Os canais horizontais espalham o som pela sala. Um carro que cruza a tela pode ser ouvido passando da esquerda para a direita, e as vozes ficam mais ancoradas na imagem.

O subwoofer cuida do que a caixa principal faz com dificuldade: explosões, trilhas com baixo forte, o ronco de um motor. É ele que dá corpo ao grave.

Já os canais de altura entram em conteúdos feitos com áudio em três dimensões. É o caso de chuva caindo sobre você ou de um helicóptero passando por cima. Sem esse tipo de conteúdo, esses canais têm pouco o que fazer.

Há dois caminhos para obter o efeito de altura. O mais comum é usar alto-falantes voltados para cima, que fazem o som bater no teto e voltar até quem está sentado. Algumas marcas apostam em processamento de sinal para simular a altura com um sistema que não tem esse hardware.

LG soundbar com canais de altura, como 11.1.4: barra de som longa, subwoofer com alto-falante e dois satélites traseiros.
Foto: Amazon

Cuidados na hora da compra

Mais canais não significam, sozinhos, som melhor. Três pontos pesam na conta:

  1. O tamanho da sala. Numa sala pequena, a diferença entre muitos canais e poucos tende a diminuir. Já o efeito do teto depende de ele existir como superfície que reflita o som.
  2. O que você assiste. Se a maior parte do seu conteúdo é TV aberta e streaming comum, canais de altura ficam ociosos.
  3. O formato de áudio. Confira se a soundbar é compatível com o formato em três dimensões que seus filmes e séries usam. Sem isso, o número alto na caixa não se converte em som.

Uma observação sobre a natureza do aparelho: a soundbar concentra vários alto-falantes numa única caixa, o que facilita a instalação e costuma custar menos que um sistema de caixas separadas. Em troca, ela dificilmente enche a sala como caixas espalhadas fariam. Alguns modelos resolvem isso com módulos sem fio, como caixas traseiras e o subwoofer, que se ligam à barra principal.

Cola rápida para a prateleira

  • Primeiro número: quantas "vozes" na altura dos ouvidos (frente, lados, surround).
  • Segundo número: quantos subwoofers para o grave. Costuma ser 1.
  • Terceiro número (se existir): quantos canais de altura, para som vindo de cima.
  • Sem o terceiro número, não conte com efeito de teto.

De volta à loja, o código na caixa deixa de ser enigma. Os três números viram um mapa de onde o som vai nascer na sala: da frente até o teto, passando pelo grave que vem do chão. Com isso, a pergunta certa deixa de ser "qual tem mais" e passa a ser "qual combina com a minha sala e com o que eu assisto".

Fontes: Samsung Newsroom Brasil, Wikipédia, Wikipedia

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