O banco descreve o caso como "um ataque sofisticado vindo de fora", diz que a entrada foi pela plataforma de um prestador de serviço e rejeita a hipótese de erro humano. Não explicou como os invasores entraram.
O que se sabe do caminho do dinheiro:
- Transferências da conta do banco: os criminosos emitiram transferências a partir da conta do próprio banco para outras instituições, escolhendo o nome dos beneficiários.
- Contas falsas em corretoras: o dinheiro foi para contas em plataformas de criptomoeda abertas com identidades falsas, que passaram pela checagem de identidade. Como o nome do beneficiário batia com o titular da conta, as transferências passaram pela conferência de nome.
- Lavagem rápida: US$ 62,98 milhões em criptomoedas atreladas ao dólar foram trocados por 27.553 ether em umas quatro horas. Depois, os valores foram espalhados por várias redes e serviços de troca, e parte virou Monero, uma criptomoeda feita para esconder o rastro.
As corretoras Kraken e Crypto.com informaram que bloquearam contas e fundos ligados ao caso. Parte do dinheiro pode ter sido congelada, e o banco tenta recuperar o resto.
E os clientes?
O banco afirma que o saldo dos clientes não foi afetado. Algumas transferências atrasaram, e as operações foram retomadas na manhã de 4 de novembro, depois de reforço na segurança. O grupo diz que o prejuízo não ameaça a sua saúde financeira; no primeiro semestre, o lucro foi de 230 milhões de euros.
Uma queixa foi registrada na seção de crimes cibernéticos da promotoria de Paris, que abriu investigação por ataque a sistema de dados cometido por grupo organizado. A apuração está com o Ofac, o escritório francês de combate ao crime cibernético.
Comentários
Deixe seu comentário